Ajoelhamos de ante a imagens de porcelana
Achando que elas poderão nos tirar do caos.
Batemos continência a senhores fardados
Que na verdade os tais deveriam nos reverenciar.
Elegemos ladrões que representam somente os seus próprios
interesses
Que se possível cospem na nossa dignidade
Isso quando ela ainda é presente.
Seguimos a condutas vindas de um cubo
Que alínea seres de cabeça vazia e de alma irrelevante.
Seres se vestem terno e gravata
Com livro abaixo de seus braços
Vendem a imagem de um ser
Que não cobra nada para nos glorificar.
Comemoramos data com festejos
Mas mal sabemos qual verdadeiro significado das tais
Vivemos,trabalhamos, sofremos, durante anos, meses e dias
Para no final terminarmos como tais animais que somos.