Mais uma noite mal dormida,
um cigarro mal tragado.
A solidão, como sempre,
volta a me abraçar
desde a sua partida.
Os dias já não são iguais,
não como antes.
As horas se arrastam,
e nem os alucinógenos
preenchem o vazio existencial.
Sua ausência me corrói,
devagar, aos poucos.
É uma ferida aberta,
um peso insuportável.
Segunda-feira,
apenas mais um dia,
tão interminável quanto a espera
pelo impossível:
sua volta.
Tudo o que vivi nesse tempo,
tudo o que busquei,
foi pura ilusão.
Nada teve sentido,
nada teve razão.
A cada pensamento,
meu coração sangra.
Lágrimas caem,
o ar falta.
E na dor,
minha alma endurece.
Este é o preço que se paga
quando se espera de alguém
o que jamais poderá receber.
E o que me resta?
Eu lhe digo:
o eco do silêncio.
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