quarta-feira, 26 de março de 2014

- Aymmé.

Sinto o sangue escorrer
Cheguei ao fim da linha
Com pulsos ejetando toda a dor
Aqui estou.
Pai salve minha alma
Me auto crucifiquei
Após auto molestar-me
Ressuscitei após  suicidar a minha alma
Sinto que essa imagem
Refletida no espelho
Não seja eu.
Exorcizei-me em troca de prazer
Pai salve minha alma
Troquei minha alma
Por dinheiro e perversão
Aqui estou
No fim da linha
Esperando a salvação
Ou a cremação eterna .

- Reflexo Alucinógeno.

Ajoelhamos de ante a imagens de porcelana
Achando que elas poderão nos tirar do caos.
Batemos continência a senhores fardados
Que na verdade os tais deveriam nos reverenciar.
Elegemos ladrões que representam somente os seus próprios interesses
Que se possível cospem na nossa dignidade
Isso quando ela ainda é presente.
Seguimos a condutas vindas de um cubo 
Que alínea seres de cabeça vazia e de alma irrelevante.
Seres se vestem terno e gravata
Com livro abaixo de seus braços
Vendem a imagem de um ser
Que não cobra nada para nos glorificar.
Comemoramos data com festejos
Mas mal sabemos qual verdadeiro significado das tais
Vivemos,trabalhamos, sofremos, durante anos, meses e dias

Para no final terminarmos como tais animais que somos.   

- Calori

Mais uma noite mal dormida,
um cigarro mal tragado.
A solidão, como sempre,
volta a me abraçar
desde a sua partida.

Os dias já não são iguais,
não como antes.
As horas se arrastam,
e nem os alucinógenos
preenchem o vazio existencial.

Sua ausência me corrói,
devagar, aos poucos.
É uma ferida aberta,
um peso insuportável.

Segunda-feira,
apenas mais um dia,
tão interminável quanto a espera
pelo impossível:
sua volta.

Tudo o que vivi nesse tempo,
tudo o que busquei,
foi pura ilusão.
Nada teve sentido,
nada teve razão.

A cada pensamento,
meu coração sangra.
Lágrimas caem,
o ar falta.
E na dor,
minha alma endurece.

Este é o preço que se paga
quando se espera de alguém
o que jamais poderá receber.

E o que me resta?
Eu lhe digo:
o eco do silêncio.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Pergunta


"Esse amor não é por você
Não leve a mal
Quando você partiu
Senti medo
Mas...
Será mesmo que vou continuar
Escondendo-me no seu sentimento?
Talvez me mate antes de saber 
o que é amar
Ou 
Se um dia já amei."

quinta-feira, 6 de março de 2014

Café.







Inúmeras palavras ao vento se dissiparam, sem uma única resposta para encontrar, oh, paixão, afasta-me deste labirinto sem fim, repleto de caminhos incertos, sigo a vagar.

Ontem, nós éramos dois,

Hoje, apenas um, só.

Perdido nas estradas do tempo,

A felicidade, elusiva, agora me evita,

Novamente me encontro nesse mar pífio de gente.