Vivemos ilusões confortáveis, pequenas mentiras que preenchem provisoriamente o vazio da nossa existência, enquanto lentamente nos destroem.
O que é existir?
Se não sabemos o porquê de estarmos, qual é a razão da nossa existência?
Medo e coragem, conceitos impostos, palavras vazias que nos ensinaram a temer.
Caminhamos, mas para onde? Para o nada, ou melhor não somos nada.
Reduzimo-nos a matéria que se desfaz com o tempo, enquanto nos prendemos a ilusões de transcendência.
Promessas de salvação nos enganam; a vida eterna não é nada além de uma ilusão criada por mentes perniciosas.
Não há destino, não há propósito!
O que resta é aguardar a putrefação do corpo e o desaparecimento daquilo que chamamos alma — se é que ela existe.