O espelho reflete uma ilusão,
uma aparência que oculta a essência
e não deve nos definir.
A autoimagem é uma projeção limitada,
incapaz de revelar a verdade do que somos:
matéria efêmera, sujeita à decomposição pelo tempo.
O espelho revela apenas uma superfície falsa,
um reflexo do vazio que carregamos.
O que vemos ali é transitório,
destinado a desaparecer.
Somos apenas matéria em fluxo, finita;
apenas um espaço vazio no imenso universo.
Reconhecer essa impermanência
é aceitar nossa condição
e nossa insignificância perante o todo.
É nesse reconhecimento que reside a oportunidade de transcender:
a virtude, o caráter e a sabedoria
são as únicas coisas que realmente nos pertencem
e que restam antes de deixarmos de existir.
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