segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Feixe

 O espelho reflete uma ilusão,

uma aparência que oculta a essência

e não deve nos definir.


A autoimagem é uma projeção limitada,

incapaz de revelar a verdade do que somos:

matéria efêmera, sujeita à decomposição pelo tempo.


O espelho revela apenas uma superfície falsa,

um reflexo do vazio que carregamos.

O que vemos ali é transitório,

destinado a desaparecer.


Somos apenas matéria em fluxo, finita;

apenas um espaço vazio no imenso universo.


Reconhecer essa impermanência

é aceitar nossa condição

e nossa insignificância perante o todo.


É nesse reconhecimento que reside a oportunidade de transcender:

a virtude, o caráter e a sabedoria

são as únicas coisas que realmente nos pertencem

e que restam antes de deixarmos de existir.


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