As folhas caem ao sopro do vento.
Pessoas surgem e desvanecem, Semblantes alegres escondem os seus profundos tormentos internos.
As lágrimas, silenciadas, evitam macular a fachada fictícia de felicidade.
O declínio se insinua e a angústia cresce de forma inexorável.
Por que persistir, indago?
Nada mais detém sentido, não há razão para prosseguir nessa jornada desvanecida.
Recuso a prosseguir.
Notas já não ecoam como antes, os sons só me transportam à obscuridade.
O que resta é o silêncio, em sua penumbra, oferecendo-me a cura, Miragem!
A solidão, outrora amiga, tece meu único vínculo, a dor.
A agonia se aprofunda, o próprio aroma da morte se insinua.
Aproxima-se o instante de despedida; carece apenas coragem, um ato de ousadia!
Por quanto tempo ainda sustentarei tal padecimento?
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