sábado, 12 de agosto de 2023

Folhas

As folhas caem ao sopro do vento.

 Pessoas surgem e desvanecem, Semblantes alegres escondem os seus profundos tormentos internos.

As lágrimas, silenciadas, evitam macular a fachada fictícia de felicidade. 

O declínio se insinua e a angústia cresce de forma inexorável. 

Por que persistir, indago? 

Nada mais detém sentido, não há razão para prosseguir nessa jornada desvanecida. 

Recuso a prosseguir.

Notas já não ecoam como antes, os sons só me transportam à obscuridade.

O que resta é o silêncio, em sua penumbra, oferecendo-me a cura, Miragem!

A solidão, outrora amiga, tece meu único vínculo, a dor.

A agonia se aprofunda, o próprio aroma da morte se insinua.

Aproxima-se o instante de despedida; carece apenas coragem, um ato de ousadia!

Por quanto tempo ainda sustentarei tal padecimento?

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