onde a infância assobiava dos muros.
Vultos passaram,
ecoando seus laços defeituosos.
O vento trazia poeira e solidão.
Então,
deslizei no concreto,
como quem tenta esquecer em movimento.
Mas um corpo cruzou meu caminho.
Logo,
a raiva saiu antes do juízo.
O mundo, injusto como é,
respondeu com ameaça.
Corri pelos telhados do medo,
carregando o peso do erro.
Na mão, o fogo
no peito, a solidão.
Encontrei o engano no fim do caminho.
Os risos revelaram
o que minha alma sempre escondeu:
— O vazio.
Ele me olhou, fingindo não entender,
e eu... fugi.
Como covarde que sou.
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