Desde o início, eu já percebia que o fim se aproximava.
Não há calor nesta fornalha.
O vento que sopra as folhas apaga a brasa.
Já não há felicidade e sustentar aparências é um fardo inútil.
Mensagens que se perdem.
Chamadas que não se completam.
E, ao final do dia, tudo continua orbitando em torno de você.
Hoje, ao despertar, ouvi o silêncio.
Os pássaros cantavam, e eu apenas observei.
Há serenidade em quem contempla sem esperar.
A liberdade...
Inegociável, inalcançável, tão desejada.
Por que insistir em possuí-la, se ela pertence apenas a quem não a busca?
O tempo segue, indiferente.
E talvez ou melhor, certamente nem todos possam saborear o que é ser livre.
O que resta, então?
Aguardar a próxima manhã.
Pois somente nela será possível compreender que a liberdade não está em voar,
mas em saber contemplar mesmo da janela
aqueles que, ao longe,
seguem sem direção.
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