No desdobramento sombrio do passado,
Erguem-se as sombras que obscureceram a jornada,
Trazendo consigo o eco dos lamentos antigos,
Sussurros sepulcrais em sinfonia macabra.
Sinto o calor de uma presença já ausente,
Lembrança que queima na penumbra do presente.
As luzes, outrora vivas, murcham no crepúsculo,
Tingindo o ar com o odor da memória sepulcral.
Passos ecoam como o pulsar de um coração moribundo,
Aproximando-se inexoravelmente do abismo que me cerca.
Mas aqui, neste precipício da alma,
Não há mais o que perder.
O abismo, sombrio em sua impenetrável escuridão,
Revela-se como único refúgio possível.
Talvez, nesse derradeiro chamado,
Encontre a paz tão almejada,
Lançando-me ao vazio,
Que agora se ergue como única salvação.
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