terça-feira, 4 de junho de 2024

Sexta-feira

Nas noites frias, penso em ti,

Espectros que assombram sem fim.

Reescrever o apagado,

Reviver o que está enterrado.


O tempo, insidiosa entidade,

Há de reencontrar a saudade?

Almejo o impossível, será?

Saudade, veneno a matar devagar.


Marca indelével do passado,

Não desfaz o vivido, deixado.

Viver, reescrever, renascer,

O que a sangue frio foste a deter.


Noites gélidas, lembranças vêm,

Sombras que jamais querer bem.

Memória tirana, desejo insaciável, ausente.


Nesse ciclo eterno, desilusão,

Buscamos sentido, talvez em vão.

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