Nas noites frias, penso em ti,
Espectros que assombram sem fim.
Reescrever o apagado,
Reviver o que está enterrado.
O tempo, insidiosa entidade,
Há de reencontrar a saudade?
Almejo o impossível, será?
Saudade, veneno a matar devagar.
Marca indelével do passado,
Não desfaz o vivido, deixado.
Viver, reescrever, renascer,
O que a sangue frio foste a deter.
Noites gélidas, lembranças vêm,
Sombras que jamais querer bem.
Memória tirana, desejo insaciável, ausente.
Nesse ciclo eterno, desilusão,
Buscamos sentido, talvez em vão.
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