A cada passo que dou,
passo sem perceber
que já passou.
O instante se dissolve
como areia fina
escorrendo entre os dedos,
e o que resta
são apenas vestígios
de um tempo
que não volta.
A vida, em seus devaneios,
abre janelas invisíveis
para que enxerguemos
aquilo que os olhos
não sabem ver.
O tempo —
companheiro generoso,
inimigo silencioso —
avança.
E no avançar,
desfaz lentamente
tudo o que acreditamos ser.
Do todo que nos envolve,
somos apenas fragmentos,
cacos de eternidade
perdidos no nada.
E quando o silêncio
nos abraça por inteiro,
descobrimos que o fim
não é inimigo,
mas a única e verdadeira resposta
que a vida sempre prometeu.
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