A putrefação da alma
me torna só,
me sinto só.
Vazio.
Sem cor.
Sem ar.
Já não sinto mais
vontade de ir —
muito menos de estar.
Questiono: por quê?
Sei que os pássaros ainda estão aqui,
voando,
cantando,
livres.
Por que não eu?
Queria poder deixar
o vento soprar
e me levar
pra longe daqui.
Liberto.
Livre.
Feliz.
Diferente do agora:
preso,
infeliz.
Esse é o preço
das escolhas que fiz.
E talvez
apenas talvez
ainda haja tempo
de escolher
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