O nó retorna,
lento, faminto,
como neblina que engole o corpo por dentro.
Há escombros onde antes havia voz.
Caminho entre ruínas,
fingindo que há chão sob os pés.
O que resta são ecos.
Sombras de uma força inventada.
Mentiras que aprendi a chamar de esperança.
O fim não grita.
Ele sussurra.
E sussurra sempre.
A porta entreaberta espera.
Não há pressa.
Só vento —
e o vento sabe desfazer o que toca.
Eu sou o que sobra
depois que tudo já foi.
Nenhum comentário:
Postar um comentário