A solidão,
como uma xícara de café amargo,
ameniza a dor.
Não ter a quem murmurar
facilita a existência —
Vazia e sem sentido.
Um cigarro a mais
não vai me matar.
Por mais que eu queira,
por mais que eu peça,
para minha infelicidade,
ainda respiro.
O inverno chegou com seu frio.
Já é noite, terça-feira.
E eu continuo a esperar
a hora de deixar de ser.
A inexistência cotidiana me faz refletir:
Devo continuar?
Não sei.
Apenas aguardo
o fim.
Que venha breve —
Que seja breve.
Já é tarde,
e eu...
Já não posso mais esperar.
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