Sinto-me bem aqui,
neste mundo artificial,
onde minha mente se torna livre
e minha alma, por instantes, é plena.
Mas logo o despertador toca,
e toda essa Matrix idealizada
se dissolve
num pesadelo real.
E, diferente dos sonhos que habito,
deste lugar eu não posso sair.
Por incompetência,
por fraqueza,
e talvez, por que não, por azar.
Sinto o fracasso cotidiano,
constante e doloroso.
Mas a culpa é minha,
eu sei.
Não fiz o suficiente.
Não me dediquei o suficiente.
Ou talvez
eu simplesmente não tenha sido escolhido
para colher
os frutos da árvore divina.
Resta aceitar
e...
Engolir a seco
essa existência deplorável.
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