terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Real

Sinto-me bem aqui,

neste mundo artificial,

onde minha mente se torna livre

e minha alma, por instantes, é plena.

Mas logo o despertador toca,

e toda essa Matrix idealizada

se dissolve

num pesadelo real.

E, diferente dos sonhos que habito,

deste lugar eu não posso sair.

Por incompetência,

por fraqueza,

e talvez, por que não, por azar.

Sinto o fracasso cotidiano,

constante e doloroso.

Mas a culpa é minha,

eu sei.

Não fiz o suficiente.

Não me dediquei o suficiente.

Ou talvez

eu simplesmente não tenha sido escolhido

para colher

os frutos da árvore divina. 

Resta aceitar

e...

Engolir a seco

essa existência deplorável.

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